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HABITAÇÃO
Arquiteto propõe casas embaixo do viaduto
Publicado em 04.06.2006 Jornal do Commercio (PE)

Sugestão é aproveitar o local, historicamente ocupado por pessoas pobres, para transformá-lo em áreas agradáveis para moradia. Legislação, no entanto, proíbe esse tipo de ocupação

Habitações debaixo de viaduto são sempre associadas a casebres de tábua amontoados, sem ventilação e mal iluminados. Mas, se o lugar é historicamente ocupado por pessoas pobres, por que não transformá-lo em áreas agradáveis para moradia? A hipótese é levantada pelo arquiteto Gentil Porto Filho, professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

De antemão, ele avisa que a proposta tem como função divulgar possibilidades, pois a legislação urbanística proíbe ocupação sob viadutos. “É o resgate do caráter experimental e poético da arquitetura, não podemos ficar repetindo e aplicando técnicas e soluções já conhecidas, estou lançando um debate”, diz o arquiteto.

Gentil criou um catálogo de idéias, batizado de Menu, com quatro tipos de soluções arquitetônicas. Além das casas populares sob o viaduto, com varandas e janelas, ele apresenta proposta para um centro metropolitano no cruzamento das Avenidas Agamenon Magalhães e Conde da Boa Vista, na área central do Recife.

O Max-Mix (nome dado ao projeto) teria escritórios, centro de compras, centro de convenções, hotéis, restaurantes, habitações, equipamentos para esporte e lazer, em 250 mil metros quadrados de área. Gentil sugere, ainda, que o construtor poderia recuperar a infra-estrutura viária e espaços públicos da região, como contrapartida pelo empreendimento.

Outra hipótese aventada pelo arquiteto é de um prédio de apartamentos duplex, que ele chama Oitão, com espaços laterais abertos para as duas fachadas, onde seria possível colocar piscina, churrasqueira, cesta para basquete. “Esse espaço não é varanda, mas uma área de lazer, mesclando casa com apartamento”, explica. É voltado para a classe média.

A última opção do Menu prevê um equipamento turístico e cultural sobre os arrecifes que saem do Pina em direção ao Bairro do Recife. O Deck contempla pousadas, lojas, bares, restaurantes, quadras esportivas, piers e museu. “É uma tentativa de fazer algo auto-sustentável, com cunho social e ambiental”, comenta. A contrapartida para o projeto seria garantia de emprego, qualificação de mão-de-obra e educação ambiental.

“Não estou propondo soluções prontas, são hipóteses passíveis de serem executadas. Esse é um material de criação, não é arte utilitária. Como ocorre na arte, não resulta em alterações físicas na cidade, mas abre uma nova forma de pensar e reorganizar a realidade.”

Ele esclarece que o trabalho é uma iniciativa autônoma e que a legislação urbanística da cidade também não permite projetos como o Max-Mix e o Deck. A proposta das casas populares é denominada Sobrado.



Escrito por marcelo às 07h45
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