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Vencedor do polêmico concurso do Minhocão

Vista lateral (maquete eletrônica)

O concurso de idéias que gerou o rompimento entre o IAB-SP e a Prefeitura tem um vencedor - o escritório Frentes Arquitetura, de José Alves e Juliana Corradini.
A proposta do vencedor é a de implantar um parque suspenso em toda a extensão do elevado sem alterar o fluxo do trânsito que circularia, sob uma laje, apoiada em estruturas metálicas com proteção acústica nas laterais. Desta forma, seria permitida a passagem de veículos 24 horas por dia, em todos os dias da semana.
Em função de o elevado estar em uma das áreas mais adensadas da cidade, o tráfego de veículos é proibido aos domingos e à noite, das 21h30 às 6h30, de segunda a sábado. Por isso, falou-se muito no início sobre uma possível demolição total ou parcial dos 3,4 km de extensão da via por onde hoje passam, diariamente, 80 mil veículos.
Ciclovias, pistas de skate, play-grounds, bancas de revistas, postos policiais e de informações turísticas, cafeterias e lanchonetes complementariam a revitalização da área, gerando mais qualidade de vida para os moradores.
O trabalho foi escolhido por unanimidade dos sete membros da comissão de avaliação, por promover uma melhor convivência da cidade com o Minhocão, a um custo relativamente baixo (R$ 86 milhões) e parcialmente sustentável devido à possibilidade de aluguel de espaços públicos.
Em segundo lugar, ficou o trabalho do arquiteto Fernando Ventura Gutierrez. Em terceiro, o do arquiteto Marcel Alex Monacelli. Os prêmios, de R$ 50 mil, R$ 30 mil e R$ 20 mil, serão entregues nos próximos dias, após o período de apresentação de recursos.
Conforme a lei, a concessão do Prêmio Prestes Maia de Urbanismo outorga à Prefeitura o direito de propriedade patrimonial dos trabalhos vencedores, mas não obriga o governo municipal a executar o projeto.
Todos os 46 trabalhos que participaram do certame estão expostos ao público no saguão do Edifício Matarazzo, no Viaduto do Chá, sede da Prefeitura de São Paulo.


Vista aérea (maquete eletrônica)


Escrito por marcelo às 15h47
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Lucio Costa tem um site

Está no ar um site inteiramente dedicado à vida e obra do Arquiteto e Urbanista Lucio Costa. O menu apresenta acesso à arquivos de imagens, áudios e videos com depoimentos de arquitetos, amigos, familiares e do próprio Lucio Costa dissertando sobre a implantação de Brasília.


O site reúne toda a cronologia, o acervo e as lembranças do arquiteto que, como se sabe, guardava tudo, desde pequenos lembretes e desenhos até os seus maiores projetos.
Vale a pena uma visita sem pressa.

http://www.casadeluciocosta.org



Escrito por marcelo às 15h14
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18/5/2006 - PROJETO DESIGN
A ESCOLA QUE NASCEU GRAFITADA
Unidade de ensino do FDE projetada por Angelo Bucci e Álvaro Puntoni com obras do artista plástico Speto

 

       
 
  As peças que servem de suporte aos grafites de Speto também têm a função de brises
       
 
Brises de madeira e obras de
arte dão destaque à quadra
 

A escola estadual de ensino médio desenhada por Angelo Bucci e Álvaro Puntoni foi implantada no bairro do Tremembé, zona norte de São Paulo. A concepção pavilhonar é conseqüência da modulação estrutural adotada atualmente pela FDE e, principalmente, do formato do terreno, próximo do triangular. A extensão do edifício, de quase 95 metros (por 22 metros de largura), foi encaixada no lote partindo do paralelismo com o maior lado do triângulo, ocupando quase toda a linha dessa divisa.

Por outro lado, os autores ajustaram a topografia ao programa escolar, criando dois platôs principais - ambos demarcados pela cor azul, mas cada qual em uma extremidade da construção e destinado a uso diverso. Na porção sul, fica a entrada de alunos, com o chamado galpão (recreio coberto) abrigando cantina e sanitários no térreo, e salas de aulas no piso superior. Voltado para o norte, o outro núcleo tem três pisos. No mais baixo estão a secretaria e a diretoria, com entrada independente; acima (na mesma cota do galpão) ficam as salas de informática e de múltiplo uso, além da biblioteca; no último pavimento se localiza outro grupo de salas de aulas.

No centro da construção, entre os dois blocos laterais, a quadra coberta torna-se ponto focal do projeto. Com pé-direito triplo, ela possui um terceiro acesso, eventualmente utilizado como saída de alunos ou entrada de usuários da comunidade. Destacam-se naquele espaço três elementos.

O primeiro são os brises de madeira, que contrastam com os elementos de proteção ao sol usualmente escolhidos pelos projetistas de escolas do gênero - geralmente de concreto, de cerâmica e, em casos raros, de metal. Por outro lado, esse recurso é uma constante na obra dos autores: basta lembrar as clínicas de Orlândia, que Bucci desenhou em associação com o escritório MMBB (leia PROJETO DESIGN 237, novembro de 1999, e 248, outubro de 2000), ou as casas de Puntoni, tanto na serra (PROJETO DESIGN 249, novembro 2000) como no litoral, de que é exemplo a recém-exposta em Paris. Na forma como foram utilizadas na escola - elevadas, como grande bandeira -, as peças de madeira se aproximam mais dos exemplos de Puntoni, apesar de ambos terem projetado juntos, em 1993, a pousada de Juquehy (PROJETO DESIGN 207, abril de 1997), onde os fechamentos no alto lembram vagamente a unidade da FDE.



Escrito por marcelo às 14h59
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Escrito por marcelo às 14h56
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Anoitecendo

O segundo elemento em destaque são as passarelas metálicas que interligam os dois núcleos de salas de aulas, transformando o acesso em promenade architecturale. Como um grande H suspenso sobre o piso da quadra, o conjunto é pintado na cor vinho - semelhante à escolhida por Paulo Mendes da Rocha para a Pinacoteca do Estado (leia PROJETO DESIGN 220, maio de 1998) - e foi atirantado às vigas da cobertura, que vencem vão de 22 metros.

Por fim, o último elemento a se destacar no espaço central da escola são os dois painéis criados pelo artista plástico Speto, conhecido por seus grafites. Mais freqüente no modernismo carioca do que no paulista, a integração de arquitetura e artes plásticas hoje quase não existe no Brasil. As obras de Speto na unidade de ensino desenhada por Bucci e Puntoni possuem a força simbólica de retomar uma importante relação, com a qual os arquitetos parecem não mais se importar.

Os acessos de alunos às salas de aulas formam uma
promenade architectural
 
Os acessos de alunos às salas de aulas formam uma
promenade architectural
O volume de circulação foi pintado de amarelo…
 
… enquanto os platôs foram demarcados por azul e a estrutura metálica pela tonalidade vinho



Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 314 Abril de 2006

 

 
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